Wednesday, November 29, 2006

Nostradamus

Li a obra de Nostradamus e fiquei fascinado, deixo aqui uma milésima parte do que pode ser lido, na esperança de entusiasmar para esta leitura “diferente” pela sua “veracidade” e factualidade.

NOSTRADAMUS (Michel de Nostredame)

Historiador e profeta, tendo mesmo previsto exactamente a data e circunstâncias da sua própria morte, escreve em 1555:

Presságio 141

De retorno de Embaixada, dom de Rei posto em lugar

Mais não o fará: terá ido para Deus,

Parentes mais próximos, amigos, irmãos de sangue,

Encontrado já morto perto do leito e do banco.

Tradução:

Regressado de uma visita e a dádiva que o Rei lhe fez colocada em lugar seguro, já não poderá fazer mais nada, estando morto. Os seus parentes mais chegados, amigos e consanguineos tê-lo-ão encontrado morto, junto da cama e do banco.

História:

Esta célebre quadra onde Nostradamus prediz a sua morte a 22 de Julho de 1566, dia em que visitou Carlos IX, que lhe ofereceu 300 escudos em ouro. A família e os seus amigos encontrá-lo-ão morto, perto da cama e junto ao banco onde se costumava sentar.

A sua obra terminara.

Esta quadra é a última da obra de Nostradamus pois é seguida pelas 58 sextilhas que fecham a obra.

É de notar que a carta a César (seu filho), que inicia a profecia, Nostradamus falava já ao seu filho da “corporal extinção do teu progenitor” e que a totalidade da obra se constitui por:

- Carta a seu filho César

- Doze centúrias com 965 quadras

- Uma quadra em latim de advertência

- Presságios, em número de 141

- Sextilhas, em número de 59

- Carta a Henrique, Rei de França, a explicar o que iria suceder

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É necessário fazer tábua raza de tudo o que consideramos como sendo A Verdade - que é sempre muito pessoal - e abrir o nosso espírito a uma visão transcendente da História, que talvez só possa ser adquirida através da Profecia, porque não existe nem no tempo nem no espaço, mas sim na relação espaço-tempo perante a qual o homem é impotente.

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II Centúria, 28

O penúltimo do apelido de profeta (1)

Tomará Diana (2) para seu dia e repouso;

Longe vagará (3) por frenética testa (4)

Libertando um grande povo de impostos.

Tradução:

O penúltimo papa instalar-se-á no Monte Aventino e aí morrerá; p trono de S.Pedro ficará vago por causa de um chefe branco, vindo de longe, que terá libertado de tributo um grande povo.

Nota: Disse S.Pedro a Cristo “Sobre esta pedra irei erguer a minha igreja”

Referente a ” O sucessor de João Paulo II instala-se e morre no Monte Aventino”

Como se chegou a João Paulo II ?, perguntam.

X Centúria, 3

Após cinco rebanho (5) não porá fora,

Um fugitivo para Penelon (6) abandonará (7)

Falso murmurar socorro vir por então,

O chefe, a cadeira abandonará.

Tradução:

Depois de 5 meses (8) a Igreja será expulsa; abandonando o Polaco, uma pessoa fugirá e correrão falsos rumores de socorro, o chefe (da Igreja) abandonará a (Santa) Sé.

Números:

(1)- Sacerdote que prediz o futuro;Papa - Dicionário de Latim “Le Bègue”

(2)- O templo de Diana, em Roma, situa-se no Monte Aventino -Dicionário Larousse

(3)- Francês: vaguer, estar vago, desocupado -Dicionário de Francês Arcaico Larousse

(4)- Sofrendo de loucura furiosa -Dicionário Larousse

(5)- Rebanho de Jesus: a Igreja -Dicionário Larousse

(6)- Francês: fuitif: fugitivo (forma erudita) -Dicionário de Francês Arcaico Larousse

(7)- “Os países que formaram a Polónia reuniram-se sobre o nome de Polénes, Polacos” -Polénes igual a Penelon -Dicionário de História de 1880

(8)- Francês: laschera: libertar, abandonar -Dicionário de Francês Arcaico Larousse

(9)- Cinco meses após o ínicio da III Guerra Mundial, anunciada para os primeiros anos do Séc. XXI.

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A questão fundamental é, pois, saber se o homem, depois de milénios de progresso científico, realizou algum progresso no domínio do humano, tomado este no sentido do homem criado á imagem de Deus. E é bem doloroso constatar que esta imagem é apenas uma caricatura grosseira e que o homem se encontra ainda bastante longe desse Deus do amor de que falava Cristo haverá, em breve, 2007 anos.

Se, no seu materialismo, o homem permanecer entregue a si próprio, será o seu fim.

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Mas para aguçar o apetite:

As fases da vida de Hitler

1889/1915/1921/1945

Sextilha 53

Vários morrerão antes que Fénix (1) morra,

Até seis centos setente(2) é a sua morada,

Passado quinze anos, vinte e um, trinta e nove,

O primeiro é sujeito á doença,

E o segundo ao ferro (3) perigo de vida,

Ao fogo (3) e á água (4) é sujeito trinta e nove.

Tradução:

Muitas pessoas morrerão antes que a fénix (Hitler) morra. Ao fim de 55 anos e 10 meses encontrará a sua (última) morada quando tiverem passados os anos de 1915, 1921, 1939. Em 1915 será atingido pela doença; em 1921 terá uma força guerreira perigosa para a sua vida; em 1939 ficará sujeito a um dilúvio de fogo.

História:

Adolfo Hitler nasce em Abril de 1889 em Braunau-am-Inn (…), Cabo, duas vezes ferido (1915) (5)

“O ano de 1921 é um ano de êxitos para o partido, que conta com mais de 6.000 aderentes, um grande número dos quais se alista na S.A., baptizada pelos jornais de Munique como “A guarda de corpo de Hitler “(6).

“Enquanto percorre a Alemanha para recrutar aderentes (são 3.000 no final de 1921) o capitão Roehm, seu adjunto, põe de pé a organização paramilitar das S.A. ou secções de assalto. Liquida a oposição de direita na noite das facas longas, a 30 Junho de 1934. Várias centenas de pessoas são massacradas, entre elas Schleicher, que tentava reagrupar alguns militares que se mantinham reticentes relativamente a Hitler, e Roehm, o mais poderos e mais indepedente chefe das S.A. (7)

“No decurso das últimas semanas, em Março-Abril de 1945, o cabo de guerra batido matar-se-á com uma bala na boca” (8)

Números:

(1)- A Fénix da lenda “vivia vários séculos”. Era do tamanho de uma águia(…)quando sentia aproximar-se o fim, construia um ninho com ramos revestidos de gomas aromáticas, expunha-os aos raios de sol e ali se consumia em chamas -Dicionário Larousse

(2)- De Abril de 1889 a Março de 1945 vão 670 meses.

(3)- “empregar o ferro e o fogo”-empregar toda a espécie de meios violentos para chegar a um fim. “levar o ferro e o fogo a um país”-devastá-lo pelo assassinato e incêndio -Dicionário Larousse.

(4)- Em estilo bíblico; dilúvio -Dicionário Larousse

A Queda da III República

22 Junho de 1940

Sextilha, 54

Seis centos e quinze, vinte, grande dama (1) morrerá,

E pouco após um muito longo tempo choverá (2)

Vários países, Flandres e a Inglaterra

Serão por fogo e por ferro afligidos

Por seus vizinhos longo tempo cercados

Constranguidos serão a fazer-lhe a guerra.

Tradução:

No dia 20 do 615º mês a República morrerá. E pouco depois a guerra será muito violenta por muito tempo, Vários países e especialmente a Flandres (Antuérpia) e a Inglaterra sofrerão um dilúvio de ferro e fogo; cercados pelos alemães serão obrigados a fazer-lhes a guerra.

História:

Se, começando no nosso ponto de partida de 1889, acrescentemos 615 meses, chegamos ao dia 20 de Junho de 1940. Mas deixemos falar a história:

“O desmoronamento da III República. Nos termos do armistício assinado a 20 de Junho, 2/3 da França são ocupados pelos alemães e o resto fica submetido à autoridade do governo franc~es de Vichy. Investido de plenos poderes pelas câmaras, Pétain instaura o Estado Francês”..

“A multiplicação das frentes e as primeiras dificuldades (Junho de 1940): Hitler pensa em obrigar a Inglaterra a capitular, submetendo-a a intensos bombardeamentos(…)A entrada na guerra de novas potências (3)”. Notemos, por outro lado, que as duas cidades que sofreram mais estragos foram Londres e Antuérpia.

Números:

(1)- Grande Senhora: Mariana, Símbolo da República

(2)- Encotra-se aqui de novo a água como símbolo de agitação, perturbação.

(3)- “La Classe d’Histoire”, Vuillemin, Éd. Dunod.

 

(Francisco Ferreira)

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Friday, November 24, 2006

Sombra

Preenches constantemente o vazio do subconsciente,

Tal como armas genéticamente herdadas,

Defesas programadas.

Achas que já descobriste a resposta que há tanto procuras,

Pedes agora que a sensação que bafeja no pescoço frio,

Desapareça como solução.

 

Analisas, e achas que chegaste ao cume da verdade,

Em teu redor, tudo distantemente pequeno,

Apenas para descobrir de seguida,

Que o tempo te deixou ir.

Sente tudo, sabes que ainda não é o teu tempo.

Sente tudo, sabes que sim, irá passar.

 

Posso chorar sobre tudo isso, as lágrimas ajudam a sarar por dentro.

Sei que perdi a cabeça, digo a mim próprio para me esconder.

Corro procurando-a, desencontrado com a verdade,

Para descobrir de seguida, que o tempo me deixou ir…

 

(Francisco Ferreira) 

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Tuesday, November 21, 2006

Prisioneira

Minha prisioneira, esquecida para morrer

Promessas feitas e sentenças lidas

Vozes e visões fechadas na minha cabeça

 

Podias berrar a tua raiva e decepção,

Estilhaçar os céus mudos,

Ecoando por milhares de quilómetros.

Todas as palavras que não nos atrevemos dizer,

Todos os nossos fantasmas e segredos escondidos.

Juntá-los todos e enterrá-los bem fundo.

 

Podia berrar,

Uma vez para sempre,

Uma vez no teu nome,

Outra como fazendo parte de ti,

Somos um e o mesmo!

Uma para esquecer,

E sempre recordar.

 

Libertem-na agora mesmo!

Tirem-na daí para longe, tirem-lhe o que em ela pesa.

Conseguem libertá-la do que a prende?

Eu também preciso de alguém.

Em tua honra, morreria esta noite

Sacrificar-me-ia, em tua honra.

Para que te pudesses sentir viva!

 

(Francisco Ferreira) 

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Friday, November 17, 2006

O meu umbigo é maior que o teu!!

Tudo parece diferente, por entre árvores escuras, tropeçando pelos ramos carbonizados que se agarram á vida, passeia absorvendo o ambiente pelos saudáveis poros, não se apercebendo. A música que serpenteia pelos seus ouvidos, bombeando movimentos ritmícos espásmicos, atribui uma imensa coloração à paisagem através da alegria e vivacidade fílmica que emana.

Tudo é diferente, enquanto passeia lado a lado com tal poderosa ferramenta, negro vivo na sua feliz pauperridade. Há ninhos nas centenas de altas árvores que se avistam até ao horizonte; ordeiros e trabalhadores carreiros de formigas palmilham o solo nas suas missões definidas, combatendo a indefinição da sua frágil existência. Programadas para uma função, em função de um todo, caminhando para uma liberdade repressiva, desconhecendo a que havia já sido adquirida; Bonitas baratas, bem vestidas, cintilantes, num fernezim alimentar. Ainda uma havia acabado de sucumbir, já as outras aproveitavam tamanha oferenda. Mundo cão. Mas com música não.

Foi diferente quando finalmente chegou a casa, quebrada a metamorfose, foi-se o encanto. Apenas durante esse segundo se recordou das altas gruas, barulhentamente metálicas, que avistou; das corridas sem fim entre irrequietos automóveis fumegantes em intermináveis filas de múltiplos destinos; de alguém tombado num frio passeio despido de vida. Zás, foi-se!

Sentou-se, comodamente num calor familiar, olhou, mediu, quebrou desanimado. Amanhã será tudo igual! Pensa não aguentar. Não sabe o que tem.

Coloca os auscultadores e passeia por novos maravilhosos mundos, aonde julga, de facto haver vida.

Zás, foi-se!

(Francisco Ferreira)

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Sunday, November 12, 2006

Liberdade ao Desafio

Vamos desmontar o esquema de significação secundário que eu identifiquei em campanhas publicitárias de empresas promotoras da venda de Wireless Lan, ou Internet sem fios.

A acompanhar o notório aumento significativo de publicidade relativa á venda de sistemas de utilização de Internet sem fios, encontra-se, “naturalmente” e por acréscimo, o aumento de vendas de sistemas informáticos portáteis. Questionei-me sobre o que estaria por trás de toda esta realidade e lancei-me na procura de algumas respostas.

Desloco-me a uma das inúmeras catedrais de consumo que circundam e abundam o espaço geográfico/social de praticamente todo os cidadão consumidor/consumista, uma vez que não há maior montra de bem necessários para um feliz quotidiano. Procuro, sem grande custo, um folheto informativo, de uma qualquer empresa que venda tão bendito bem, para me esclarecer sobre o seu funcionamento e as suas vantagens que, á primeira vista, me parecem plenas. Encontro um da “NetCabo wireless” e é sobre o mesmo que disserto.

O panfleto é colorido entre um discreto branco e um sólido cinzento semelhante ao do mais usual material informático, sendo a capa constituída ainda por uma foto onde se identifica um computador portátil com nítida centralidade e uma silhueta humana um pouco desfocada, deixa transparecer a sua função. “Conheça os novos preços da mobilidade total, dentro e fora de casa. Navegue dentro e fora de casa com liberdade total.” O slogan.

Imediatamente realço inconscientemente duas palavras, mobilidade e liberdade. Desamarro-me de tudo o que é terreno numa súbita necessidade de preenchimento da minha, desconhecida, necessidade por ambos os conceitos que julgo faltarem-me e que, afinal, estão á distância de um Kit Wireless.

Segundo o Dicionário Enciclopédico Koogan-Larousse:

Mobilidade: s.f. Facilidade para se mover, para ser movido

Liberdade: s.f. Faculdade de fazer ou de não fazer qualquer coisa, de escolher. Conquistar a liberdade / Estado oposto ao do cativeiro ou prisão.

 

(Francisco Ferreira)

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Rede Furada

Ao analisar o esquema de significação secundário identificável no slogan utilizado pelo partido político PSD, aquando das eleições, “Força Portugal”, é possível reflectir sobre a apropriação voluntária e consciente, e consequente mutação de sentido que desta acção advém, de um slogan idêntico usado em situação bastante distinta.

Sendo certo e do senso comum que o futebol é um desporto de massas e movimentador de multidões (quase uma máquina criadora de emoções fortes), e tendo como ainda mais segura a aproximação afectiva que os portugueses têm para com a selecção de futebol, a máquina partidária PSD não descorou a relação da frase com um sentimento positivo que todos lhe conotavam. A palavra “força” tem um significado bastante simples, de fácil acesso, e com uma conotação de, quase, invencibilidade bélica, aliada á palavra “portugal” carregada de nacionalismo e união, conseguem reunir consensualmente todos os portugueses em torno de um ideal desportivo. Com toda a simbologia que o rodeia o slogan foi arrancado dos corações portugueses para granjear ideais políticos.

O que representava um todo, representa agora apenas uma parte do universo lusitano. O resultado foi certamente o desejado…a força desvaneceu-se.

 

(Francisco Ferreira)

Junho 2004

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O Infinito do Limite

 

Aforismo:

Lutamos com a linguagem

Estamos envolvidos numa luta com a linguagem

Perspectivando linguagem como verdadeira criadora do mundo, no sentido em que tudo o que existe só existe porque é comunicável, é legítimo e congruente considerar que o limite de um é a fronteira do outro.

É tido como natural, embora inconscientemente, o criar e edificar de mundos, o que é isto senão apenas a transmissão de uma realidade codificada e descodificada (vezes sem conta), cunhada de valorização marcadamente subjectiva? Sendo a linguagem tão individual como o é, o mundo não o é apenas, é o conjunto de todos os mundos de cada indivíduo, é um para mim e todos para outros.

E há maior adversidade que a de enfrentar o mundo sozinho? Vamos criando, vamos usando e arrastando a linguagem como arma, numa luta travada por cada um e em uma outra travada por todos, é a comunicação por nós e contra nós.

(Francisco Ferreira)

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Saturday, November 11, 2006

Desmultiplicação do Equilibrio

 

A inutilidade da inteligência quando dissociada de outras característicasinerentes ao Homem, como sentido moral e a vontade, e outras que não o são, está demonstrada no equilibrio do individuo de um modo lato.

De facto, de nada serve a inteligência a alguém que não é capaz de compreender outras faculdades que, conjuntamente com a inteligência, impulsionam o individuo para a colocação de perguntas e permitem a busca e concretização das suas respostas, tendo como guia a verdade. De nada serve ter um carro sem motor, a sua função não é realizada.

As actividades afectivas permitem que haja entusiasmo por outras actividades de consciência que levam ao progresso da inteligência, mas o desenvolvimento dessas actividades relegando a inteligência, reflexão e sentido crítico para planos inferiores, produz homens incompletos. De nada serve ter um motor sem ter um carro.

Assim acontece igualmente com o sentido moral e o racíocinio, mas em relação a estas características, quem as possui é propício à felicidade, porque estas fortalecem outras actividades que regulam o equilibrio individual.

 

(Francisco Ferreira)

 

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Reino Trágico

 

Em tempos houve um sitio mágico

Com o tempo perdeu-se

O preço aumentou o custo

Agora a fortuna do Reino

Está fechada nos cofres da masmorra

O chão do castelo, esfarrapado

Com cabos entrelaçados

Armadilhado por queijo bolorento

Agora a ponte levadiça foi içada

E os milhões

Tombam de joelhos

 

 

Prestam homenagem a um Rei

Cujos sonhos estão enterrados

Nas suas mentes.

As suas lágrimas são gelidamente duras

Estalagetites caiem dos seus olhos

 

 

O vento frio sopra enquanto neva

Sobre aqueles que lutam por entrar

Sobre as cabeças, que são pequenas

Desiludindo quem entra

Não se apercebem do que está

Por trás das muralhas do Castelo

Mas agora está escrito sobre a pedra

O Rei foi destronado

Por contadores de histórias

E o poder do povo

Começa a acreditar que realmente governam

 

 

Prestam homenagem a um Rei

Cujos sonhos estão enterrados

Nas suas mentes

As suas lágrimas são gelidamente duras

Estalagetites caiem dos seus olhos

Os campos de milho

Ainda estão para desabrochar

 

 

Terão perdido as suas cabeças

Ou serão apenas ratos cegos

Já ouvimos todas as suas histórias

Demasiadas vezes.

Hipnotizados pelos pirilampos

Que brilham no escuro

Anões que se disfarçam

De pequenos duendes

A parada é electrizante

Não serve qualquer propósito

Apenas necessita de muito sumo

Apenas para nos impressionar.

 

 

Bemvindo ao Reino Trágico

Os campos de milho

Ainda estão para desabrochar.

 

 

NO DOUBT, Tragic Kingdom 

Tragic Kingdom (1995) 

 

 

 

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