Desmultiplicação do Equilibrio
A inutilidade da inteligência quando dissociada de outras característicasinerentes ao Homem, como sentido moral e a vontade, e outras que não o são, está demonstrada no equilibrio do individuo de um modo lato.
De facto, de nada serve a inteligência a alguém que não é capaz de compreender outras faculdades que, conjuntamente com a inteligência, impulsionam o individuo para a colocação de perguntas e permitem a busca e concretização das suas respostas, tendo como guia a verdade. De nada serve ter um carro sem motor, a sua função não é realizada.
As actividades afectivas permitem que haja entusiasmo por outras actividades de consciência que levam ao progresso da inteligência, mas o desenvolvimento dessas actividades relegando a inteligência, reflexão e sentido crítico para planos inferiores, produz homens incompletos. De nada serve ter um motor sem ter um carro.
Assim acontece igualmente com o sentido moral e o racíocinio, mas em relação a estas características, quem as possui é propício à felicidade, porque estas fortalecem outras actividades que regulam o equilibrio individual.
(Francisco Ferreira)
