Chegada
Se quiseres caminhar um pouco,
Podíamos desperdiçar este dia.
Segue-me pelas árvores,
Eu afasto os ramos.
Traz algumas mudanças até à ponte
Traz algum álcool também.
Ali faremos o nosso último desejo,
Mesmo antes da queda.
Promete que serei para sempre teu,
Promete não dizer outra palavra.
O que está feito assim o está,
Sempre a sorte acompanhou.
Olha o pôr-do-sol sozinho,
Sentado nos carris.
Ouve o comboio trovar adiante,
Nunca voltará.
Deitado silencioso na relva,
Tudo está parado.
Pedras de rio e ramos partidos,
Amontoados na montanha.
Promete que serei para sempre teu,
Promete não dizer outra palavra.
Aqui eternamente bem enterrado na terra,
O que está feito assim o está,
Sempre a sorte acompanhou.
Podíamos desperdiçar este dia.
Segue-me pelas árvores,
Eu afasto os ramos.
Traz algumas mudanças até à ponte
Traz algum álcool também.
Ali faremos o nosso último desejo,
Mesmo antes da queda.
Promete que serei para sempre teu,
Promete não dizer outra palavra.
O que está feito assim o está,
Sempre a sorte acompanhou.
Olha o pôr-do-sol sozinho,
Sentado nos carris.
Ouve o comboio trovar adiante,
Nunca voltará.
Deitado silencioso na relva,
Tudo está parado.
Pedras de rio e ramos partidos,
Amontoados na montanha.
Promete que serei para sempre teu,
Promete não dizer outra palavra.
Aqui eternamente bem enterrado na terra,
O que está feito assim o está,
Sempre a sorte acompanhou.
( Francisco Ferreira )
