Prisioneira
Minha prisioneira, esquecida para morrer
Promessas feitas e sentenças lidas
Vozes e visões fechadas na minha cabeça
Podias berrar a tua raiva e decepção,
Estilhaçar os céus mudos,
Ecoando por milhares de quilómetros.
Todas as palavras que não nos atrevemos dizer,
Todos os nossos fantasmas e segredos escondidos.
Juntá-los todos e enterrá-los bem fundo.
Podia berrar,
Uma vez para sempre,
Uma vez no teu nome,
Outra como fazendo parte de ti,
Somos um e o mesmo!
Uma para esquecer,
E sempre recordar.
Libertem-na agora mesmo!
Tirem-na daí para longe, tirem-lhe o que em ela pesa.
Conseguem libertá-la do que a prende?
Eu também preciso de alguém.
Em tua honra, morreria esta noite
Sacrificar-me-ia, em tua honra.
Para que te pudesses sentir viva!
(Francisco Ferreira)
