Tuesday, November 21, 2006

Prisioneira

Minha prisioneira, esquecida para morrer

Promessas feitas e sentenças lidas

Vozes e visões fechadas na minha cabeça

 

Podias berrar a tua raiva e decepção,

Estilhaçar os céus mudos,

Ecoando por milhares de quilómetros.

Todas as palavras que não nos atrevemos dizer,

Todos os nossos fantasmas e segredos escondidos.

Juntá-los todos e enterrá-los bem fundo.

 

Podia berrar,

Uma vez para sempre,

Uma vez no teu nome,

Outra como fazendo parte de ti,

Somos um e o mesmo!

Uma para esquecer,

E sempre recordar.

 

Libertem-na agora mesmo!

Tirem-na daí para longe, tirem-lhe o que em ela pesa.

Conseguem libertá-la do que a prende?

Eu também preciso de alguém.

Em tua honra, morreria esta noite

Sacrificar-me-ia, em tua honra.

Para que te pudesses sentir viva!

 

(Francisco Ferreira) 

Posted by Chico in 11:53:14 | Permalink | No Comments »