Monday, February 26, 2007

Breve…

 

Parece-me o mesmo, hoje.

Milhares de cavalos a arrastarem-me.

Parece-me o mesmo, o que dizes.

Milhares de vozes a chorarem bem alto.

Caio em mim, vejo que nada sobrou,

Apenas milhares de dedos a arrastarem-me para baixo, para baixo.

Nunca quero abrandar, continuo a forçar.

Nunca querendo abrandar, o que sinto e o que sei

Em breve, mudará, em breve.

Parece-me o mesmo, as tuas maneiras de andar.

Milhares de mentiras de que lavas as mãos.

Caio em mim, vejo que nada sobrou,

Apenas milhares de degraus a arrastarem-me para baixo, para baixo.

Nunca quero abrandar, continuo a forçar.

Nunca querendo abrandar, o que sinto e o que sei

Em breve mudará.

Parece-me amarras, o que todos me oferecem

Não deixarei que me prendam as mãos, continuarei a forçar,

Nunca abrandarei, em breve tudo mudará.

Mudará o passado, o conhecimento de amanhã

Transporta-me no meu caminho.

Sinto-te a pressionar-me, estas palavras deixadas por dizer

Mudam, mudam em nome da mudança.

Parece-me o mesmo, o que dizes.

Milhares de pedaços de algodão em que caminhas.

Parece-me o mesmo, o que dizer.

Milhares de vozes a chamarem-te bem alto.

Caio em mim, vejo que nada sobrou,

Apenas milhares de cavalos a arrastarem-me para baixo, para baixo.

Nunca quero abrandar, continuo a andar.

Nunca querendo acalmar, o que sinto e o que sei.

Parece-me amarras, o que todos me oferecem.

Não deixarei que me prendam as mãos, continuarei a abraçar

A ser Eu, sem magoar.

Nunca quero abrandar,

Em breve tudo irá mudar. 

 

(Francisco Ferreira)

Posted by Chico at 10:44:38 | Permalink | No Comments »